A treta entre ambos foi rápida e rolou na rede social X (antigo Twitter), nesta terça-feira, dia 17, quando Janaína –conhecida por ter sido a advogada autora do processo do impeachment de Dilma Rousseff (PT) – defendeu abertamente que nomes como Michele Bolsonaro (PL-DF) ou Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) seriam mais viáveis do que Flávio na tentativa de vencer Luiz Inácio Lula (PT), atual presidente e candidato à reeleição.
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A discussão iniciou após uma postagem de Jair Renan, filho “zero quatro” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) irmão de Flávio, em que ele pergunta quem as pessoas apoiariam “se não apoiam Bolsonaro”. A reação de Renan surpreendeu, pois foi tida por “moderada” por muitos internautas.
De acordo com a jornalista Carinne Mendes, do portal Metrópoles, em sua postagem Renan não citou diretamente Flávio nem especificou se se referia à disputa presidencial de outubro. Mas Janaína listou que há pelo menos cinco nomes “melhores” que Flávio para vencer Lula nas urnas, e que a família Bolsonaro não poderia se tornar “numa monarquia forçada”.
Janaína sugere, além de Michele e Tarcísio, outros nomes da direita, como Romeu Zema (NOVO-MG), Tereza Cristina (PP-MS) e Ronaldo Caiado (PSD-GO). “São melhores que seu irmão”, disparou a vereadora, sem filtro.
O confronto entre Paschoal e os filhos de Bolsonaro vem se intensificando nos últimos meses – e tocando num ponto delicado: Janaína indica que Michele seria “mais forte” que qualquer filho do ex-presidente, atualmente preso no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, condenado por tentativa de golpe de estado.
Renan encerrou a treta admitindo que Janaína foi “sincera”, e também provocou outros políticos a se posicionar: “Pelo menos a senhora tem coragem de se posicionar, obrigado pela resposta. Esperando os próximos…“, postou. A reação causou estranhamento a alguns internautas, que esperam uma reação mais dura por parte do vereador de Balneário.
“Filhinho de papai”
Em 2025, Janaína também bateu de frente com os filhos de Jair. Chegou a chamar Flávio de “filhinho de papai”, “sem perfil para disputar a presidência” e alegou que os homens da extrema direita estariam tentando “dar um cala boca” em Michele.
Já em fevereiro deste ano, Paschoal disse temer a mistura de religião com política em atos como a caminhada recente de Nikolas Ferreira de Minas Gerais a Brasília. “Mas Nikolas é filho de pastor; já Flávio ir se batizar em Jerusalém é fake; há um teatro que muitos fazem”, pontuou em entrevista ao jornal O Povo.
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